Nutrição no Controle de Peso

Nutrição no Controle de Peso – Componentes do Peso Corpóreo e Tecido Adiposo

A maioria dos adultos mantém um peso corpóreo constante, devido ao complexo neural-hormonal-químico, que estabelece o equilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético. As anormalidades destes mecanismos, muitas das quais não são completamente conhecidas, resultam em flutuações exageradas de peso. Destas as mais comuns são o excesso de peso e a obesidade.

A obesidade é mais comum em mulheres do que em homens; em mulheres negras do que em brancas, em homens negros de meia-idade do que em homens brancos da mesma idade; em mulheres pobres do que em prósperas; e em homens ricos do que em homens com renda menores. Está diretamente relacionada com a mortalidade e muitas doenças crônicas como doenças cardíacas, diabetes tipo 2, hipertensão, acidente vascular cerebral, doenças biliares, apnéia do sono, certos tipos de cânceres e osteoartrites.

Apesar de a sociedade estar sendo gradualmente esclarecida de que a obesidade é uma questão mais complexa que apenas um problema de autocontrole de peso, o obeso particularmente mulheres, meninas adolescentes e o obeso mórbido continuam encontrar discriminação em áreas como escola, trabalho e oportunidades socias. As vítimas entram num ciclo vicioso de baixa auto-estima, depressão, compensação alimentar, aumento da obesidade, rejeição social e futuras ações de autodefesa.

Entre os profissionais de saúde, pelo menos, a visão simplista da obesidade como um reflexo da ingestão excessiva ou da atividade física inadequada está sendo gradualmente abandonada em favor do reconhecimento da interação complexa dos fatores fisiológicos, metabólicos e genéticos que levam a um estado físico indesejáveis.

Para entender como ocorre o aumento de peso é necessário compreendermos os componentes que compõe o peso corpóreo. Desta forma, o peso corpóreo é a soma dos ossos, músculos, órgãos, fluidos corpóreos e os tecidos adiposos. A água, que representa 60 a 65% do peso corpóreo, é o componente mais variável e o estado de hidratação pode induzir flutuações de vários quilos. O músculo e mesmo a massa esquelética ajustam-se até um certo grau para suportar a alteração de carga do tecido adiposo. Mas, a perda ou ganho excessivo de peso são associados primariamente a uma mudança no tamanho de depósitos de gordura.

A gordura, é estocada como triglicerídeo no tecido adiposo. A gordura corpórea para a mulher adulta varia de 20 a 25% do peso corpóreo, e cerca de 12% de gordura essencial. Nos homens a gordura é de 12-15% do peso corpóreo, e aproximadamente 3% de gordura essencial. As gorduras essencias em ambos os sexos incluem a gordura armazenada na medula óssea, coração, pulmão, fígado, baço, rins, intestinos, músculos e tecidos ricos em lipídeos no sistema nervoso e são necessárias para o funcionamento fisiológico normal. A gordura armazenada é a gordura que se acumula abaixo do tecido adiposo, da pele e ao redor dos órgãos para protegê-los contra o trauma.

O tecido adiposo é aumentado pelo aumento do tamanho das células já presentes quando a gordura é adicionada (hipertrofia) ou pelo aumento do número de células (hiperplasia). O ganho de peso pode ser resultante da hipertrofia, hiperplasia ou a combinação dos dois. A obesidade é sempre caracterizada pela hipertrofia, mas somente algumas formas de obesidade envolvem a hiperplasia.

Os depósitos de gorduras podem expandir em até 1000 vezes somente pela hipertrofia, um processo que pode ocorrer em qualquer período desde que haja espaço disponível nos adipócitos. A hiperplasia ocorre primariamente como parte do processo de crescimento durante a infância e adolescência, mas também pode ocorrer na fase adulta quando o conteúdo de gordura das células existentes tiver alcançado o limite de sua capacidade.

Contrário às teorias desenvolvidas nos anos de 1970, é bem aceito atualmente que o número de células de gorduras podem aumentar durante a vida. Os números de células de gorduras não aumentam até que o tamanho máximo da célula tenha sido alcançado. O número de células não se reduz com a perda de peso corpóreo. A prevenção é a chave, pois uma vez que a gordura é ganha e mantida durante um tempo é mais difícil de perdê-la.